Como uma vinícola do Rio Grande do Sul economiza mais de 3.700 horas de trabalho em uma safra

Durante a safra, o recebimento de matéria-prima é uma das operações mais críticas de uma agroindústria. Qualquer atraso pode comprometer a qualidade do produto, gerar filas, aumentar custos operacionais e dificultar o planejamento da produção.

Apesar disso, ainda é comum encontrar processos fragmentados: o produtor registra o caderno de campo em papel ou planilhas, a nota fiscal é emitida em outro sistema, o recebimento acontece na balança, os contratos são controlados em planilhas ou no ERP e a equipe técnica precisa consolidar informações manualmente para informar a produção.

O resultado é uma operação lenta, com retrabalho e pouca visibilidade sobre o que realmente está acontecendo. O DEMETRA foi desenvolvido justamente para integrar todas essas etapas em um único fluxo digital.

O desafio: muitas informações, poucos sistemas conversando

Antes mesmo de um caminhão chegar à agroindústria, diversas etapas precisam acontecer.

O produtor deve registrar todas as atividades realizadas na lavoura, garantindo rastreabilidade completa da produção. A agroindústria, por sua vez, precisa validar se os defensivos agrícolas respeitaram os períodos de carência e as demais exigências técnicas antes da colheita.

Além disso, é necessário:

    • Planejar o volume diário que será recebido;


    • Agendar as entregas dos fornecedores;


    • Emitir a nota fiscal eletrônica;


    • Receber e conferir a carga na balança;


    • Atualizar os contratos de fornecimento;


    • Informar ao controle de produção quais produtos chegarão à indústria nos próximos dias.

Na maioria das empresas, cada uma dessas etapas acontece em um sistema diferente. Essa fragmentação gera retrabalho, aumenta o risco de erros e dificulta a tomada de decisão.

Como funciona a automação do recebimento agrícola com o DEMETRA

    1. Campo: atividades e colheita são registradas na origem.


    1. Conformidade: carência e reentrada são verificadas automaticamente.


    1. NF-e: o documento é emitido com os dados já configurados.


    1. Balança: pesagem e recebimento são vinculados ao fornecedor.


    1. ERP e PCP: contratos e planejamento são atualizados em tempo real.

No DEMETRA, o processo começa ainda dentro da propriedade rural.

O produtor utiliza um aplicativo de caderno de campo configurado pela agroindústria com os produtos permitidos, doses autorizadas e intervalos de carência previamente cadastrados.

Registrar uma atividade leva aproximadamente 30 segundos, permitindo que a informação seja inserida no momento em que acontece.

Quando a colheita é registrada, o sistema calcula automaticamente se aquele lote está em conformidade com as exigências técnicas, verificando períodos de carência e restrições de reentrada. Assim, antes mesmo da entrega, a agroindústria já sabe se o lote atende às regras estabelecidas.

Antes, conferir manualmente no caderno de campo se cada lote respeitou os períodos de carência levava, no mínimo, 10 minutos por entrega. Em uma agroindústria que recebe 13 mil cargas por safra, são mais de 2.100 horas de trabalho — o equivalente a quase um ano de um profissional em tempo integral dedicado apenas a essa conferência. Com o DEMETRA, o cálculo é automático e esse tempo cai a zero.

Do lado do produtor, o esforço é mínimo: registrando cerca de 10 atividades de aplicação e colheita por safra, a 30 segundos cada, ele investe pouco mais de 5 minutos na safra inteira para entregar rastreabilidade completa. Cinco minutos de esforço do produtor podem eliminar quase um ano-pessoa de trabalho na indústria.

Emissão de NF-e do produtor rural sem retrabalho

Depois da colheita, o próprio DEMETRA auxilia na emissão da nota fiscal eletrônica. Os dados necessários já estão previamente configurados, reduzindo erros de preenchimento e acelerando a emissão.

Na prática, uma emissão que podia levar até uma hora — com idas e vindas nos aplicativos dos órgãos governamentais — passa a ser concluída em cerca de 40 segundos, sem depender de consultas ao contador ou ao agrônomo da agroindústria a cada nota.

Mesmo considerando a média do dia a dia — cerca de 5 minutos por nota, bem abaixo desse pior caso —, o ganho é expressivo: aplicado às 13 mil notas de uma safra, representa quase 940 horas economizadas, ou mais de 115 dias de trabalho.

Além disso, a nota fiscal fica vinculada ao lote produzido, mantendo a rastreabilidade desde o campo até a indústria. Isso elimina etapas manuais e reduz inconsistências entre produção, documentação e recebimento.

Recebimento integrado com balança e ERP

Quando o caminhão chega à agroindústria, o DEMETRA continua acompanhando todo o processo.

A plataforma pode ser integrada tanto às balanças quanto ao ERP da indústria. Assim que a pesagem acontece, o DEMETRA recebe automaticamente informações como:

    • Fornecedor;


    • Produto recebido;


    • Peso líquido;


    • Horário do recebimento;


    • Demais informações necessárias para atualizar o processo.

Esses dados atualizam automaticamente os acordos de fornecimento cadastrados pelos compradores e agrônomos.

A equipe passa a acompanhar em tempo real quanto cada fornecedor já entregou, quanto ainda falta entregar e identifica rapidamente quando um contrato foi excedido ou existe alguma divergência.

A integração com o ERP também acelera a emissão da contra-nota de recebimento: o registro das informações no sistema da indústria caiu de 5 para 2 minutos por entrega. Em uma safra com 13 mil entregas, são 650 horas economizadas — mais de 80 dias de trabalho — apenas nessa etapa.

De onde vêm as mais de 3.700 horas economizadas?

O cálculo considera uma operação com 13 mil entregas por safra e compara o processo manual com o fluxo automatizado.

Etapa Comparação utilizada Horas economizadas
Conferência de carência 10 minutos × 13 mil entregas Aproximadamente 2.167 horas
Emissão de NF-e De 5 minutos para 40 segundos por nota Aproximadamente 939 horas
Contra-nota no ERP De 5 para 2 minutos por entrega 650 horas
Economia estimada por safra Aproximadamente 3.756 horas

O planejamento da produção começa antes da chegada do caminhão

Outro benefício importante está no planejamento industrial.

Os agrônomos e compradores utilizam o DEMETRA para realizar estimativas de safra e registrar os acordos de fornecimento com cada produtor. Com essas informações, a equipe de produção consegue visualizar previamente o volume esperado para cada dia da safra.

Antes, a equipe agronômica gastava cerca de 44 horas consolidando estimativas de safra para repassar ao PCP. Agora essa curva é gerada em tempo real, à medida que os técnicos registram os acordos de fornecimento.

O volume total recebido — que antes só aparecia em uma análise pós-safra ou, no melhor caso, uma vez por semana — passa a se atualizar sozinho, dando à equipe tempo para corrigir a rota enquanto a safra ainda acontece.

Em uma vinícola, por exemplo, isso significa saber antecipadamente:

    • Quais variedades de uva chegarão;


    • Qual volume será recebido de cada cultivar;


    • Como distribuir a capacidade industrial;


    • Quais linhas deverão produzir vinho, suco ou espumante.

Essa previsibilidade reduz improvisações e melhora o aproveitamento da capacidade instalada.

Adeus às filas causadas pela nota fiscal

Em muitas agroindústrias, a conferência da nota fiscal ainda depende de consultas periódicas à Secretaria da Fazenda, que podem ocorrer apenas a cada uma ou duas horas. Na prática, o caminhão fica parado na fila esperando a documentação ser localizada.

Para produtos altamente perecíveis, como uvas, frutas e hortaliças, cada hora parada representa perda direta de qualidade — e de valor.

Com o DEMETRA, assim que a nota fiscal é emitida, ela é encaminhada automaticamente para a agroindústria. Quando o caminhão chega, a documentação já está disponível para conferência e o recebimento pode ser liberado sem esperar uma nova consulta.

Ganhos para todos os envolvidos

O DEMETRA gera valor em toda a cadeia, mas é a agroindústria — responsável pela decisão de adotá-lo — quem colhe o maior retorno.

Para a indústria, o recebimento fica mais rápido, rastreável e confiável: o trabalho manual que consumia milhares de horas deixa de existir, as filas causadas pela documentação desaparecem e a rastreabilidade de origem chega pronta para certificações e auditorias.

Equipe técnica

Deixa de conferir cadernos de campo e consolidar planilhas manualmente. A conformidade passa a ser calculada pelo sistema.

Compradores e agrônomos

Acompanham acordos em tempo real e identificam rapidamente contratos excedidos ou divergências.

PCP e produção

Enxergam com antecedência o volume e o tipo de matéria-prima esperado, planejando a capacidade instalada em vez de improvisar.

O DEMETRA funciona mesmo sem o engajamento de todos os produtores, mas, quando eles aderem, os ganhos são ainda mais expressivos. Mais do que atender às exigências da indústria, o aplicativo se torna uma ferramenta de gestão da propriedade, reunindo custos da safra, produtividade dos talhões e histórico das operações.

Uma adoção que pode começar por etapas

O treinamento dos produtores pode ser realizado em uma única sessão de duas horas, em turmas, com materiais de apoio e suporte via WhatsApp. A implementação pode ser fatiada por safra: uma agroindústria implantou o módulo de notas fiscais em toda a sua cadeia de fornecimento em dois meses, no fim de 2025, embora projetos completos normalmente amadureçam ao longo de duas a três safras.

Por que não basta um ERP

Um ERP começa a trabalhar quando a mercadoria chega à portaria: registra o que entrou, mas não sabe como aquele lote foi produzido. A rastreabilidade e a conformidade acabam sendo reconstruídas depois, manualmente, a partir de documentos e cadernos de campo espalhados.

O DEMETRA começa antes — na atividade de campo do produtor. Como o dado nasce na origem, já validado contra as regras de carência e reentrada, a rastreabilidade chega pronta à indústria, em vez de ser remontada na recepção.

Por isso, o DEMETRA não substitui o ERP: ele conecta o talhão do fornecedor ao sistema que a indústria já utiliza, cobrindo justamente o trecho que nenhum sistema interno alcança. O ERP cuida da indústria; o DEMETRA cuida da cadeia até a porta dela.

Automação do recebimento agrícola: muito além da digitalização

Digitalizar documentos é apenas uma parte da transformação. O verdadeiro ganho acontece quando todos os sistemas passam a conversar entre si.

Ao conectar produtores, assistência técnica, compradores, balanças, ERP, documentos fiscais e planejamento industrial em um único fluxo, o DEMETRA elimina retrabalho, reduz filas, aumenta a rastreabilidade e fornece informações em tempo real para decisões mais rápidas e precisas.

Somadas, apenas as etapas de conferência de carência, emissão de nota fiscal e contra-nota de recebimento liberam mais de 3.700 horas de trabalho por safra em uma agroindústria que recebe 13 mil entregas — o equivalente a quase dois anos de trabalho de um profissional em tempo integral.

Só na última safra, o DEMETRA processou R$ 442 milhões em notas fiscais, em 25 mil documentos emitidos pela plataforma, gerando produtividade e economia de tempo para mais de 40 indústrias.

Mais do que informatizar o recebimento de mercadorias, o DEMETRA transforma essa operação em um processo integrado, previsível e preparado para atender às exigências das agroindústrias modernas.


Descubra quanto a sua agroindústria pode economizar

As mais de 3.700 horas deste artigo vieram de uma operação com 13 mil entregas por safra. Podemos calcular o potencial da sua empresa a partir do volume recebido e dos gargalos atuais, do caderno de campo ao ERP.

Como a implementação pode ser fatiada por safra, é possível começar pelo processo que mais pesa hoje e gerar resultado já na próxima colheita.

Mais de 10 agroindústrias já transformaram especificamente seu recebimento com o DEMETRA.

Perguntas frequentes sobre automação do recebimento agrícola

Como o DEMETRA economiza mais de 3.700 horas por safra?

Em uma operação com 13 mil entregas, a automação da conferência de carência libera mais de 2.100 horas, a emissão de NF-e economiza aproximadamente 940 horas e a integração da contra-nota com o ERP economiza outras 650 horas.

O DEMETRA substitui o ERP da agroindústria?

Não. O DEMETRA conecta as informações que nascem no campo ao ERP já utilizado pela indústria. O ERP administra os processos internos; o DEMETRA cobre a cadeia de fornecedores até a entrada da matéria-prima.

A nota fiscal eletrônica fica vinculada ao lote produzido?

Sim. A NF-e é associada ao lote de origem, mantendo a conexão entre atividades de campo, conformidade, documentação e recebimento.

O DEMETRA pode ser integrado à balança e ao ERP?

Sim. A plataforma pode receber dados da pesagem e integrá-los aos acordos de fornecimento e ao ERP, evitando digitação duplicada e atualizando o processo de recebimento.

Quanto tempo leva para implantar o módulo de notas fiscais?

A implantação pode ser fatiada por safra. Em um caso citado, uma agroindústria implantou o módulo de notas fiscais em toda a cadeia de fornecimento em dois meses; projetos completos amadurecem ao longo de duas a três safras.

O sistema funciona se nem todos os produtores utilizarem o aplicativo?

Sim. A agroindústria pode obter ganhos mesmo sem adesão total. Quando os produtores também utilizam o aplicativo, aumentam os benefícios de rastreabilidade, conformidade e gestão da propriedade.

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